Alimentar-se é uma necessidade do ser humano, afinal, todos os dias precisamos repor as energias gastas para a realização de nossas atividades, como trabalhar, estudar ou praticar exercícios. Normalmente, consumimos o que é mais prático. Pela manhã, pão e leite ou café. No almoço, não podem faltar o arroz e o feijão. O lanche da tarde, na maioria das vezes, é um salgado com refrigerante. E, à noite, no jantar, a preferência de muitos é por alimentos altamente calóricos: pizza, sanduíche, lasanha, e por aí vai.
O problema é que esses tipos de refeições podem fazer mal ao nosso organismo a longo prazo. A má escolha dos alimentos leva ao consumo de produtos que oferecem poucos benefícios nutricionais e ainda em grande quantidade, como é o caso dos embutidos e ultraprocessados, que quase sempre vêm carregados de substâncias muitas vezes desconhecidas.
Pouco a pouco, o nosso organismo, em especial o intestino, sofre diversas agressões que comprometem sua barreira, permitindo a entrada e saída de agentes contaminantes e causando inflamação. Farinhas, por exemplo, contêm DON – Deoxinivalenol, uma micotoxina presente no trigo, milho, aveia, entre outros, que pode gerar náuseas, vômitos e até problemas nos rins e no cérebro. Mas não se assuste.
A escolha dos alimentos é um diferencial que deve ser levado em consideração para que a saúde seja preservada. Sempre que possível, a consulta a um nutricionista deve ser realizada. Este é o único profissional capacitado e habilitado para ajudar na composição do cardápio e na elaboração do planejamento alimentar, contribuindo para o equilíbrio do corpo, o bem-estar, a prevenção de doenças e a longevidade.
Muitas pessoas talvez não tenham acesso a essa consulta, e, por isso, o Governo Federal disponibiliza, desde 2006, o Guia Alimentar para a População Brasileira. Você já o conhece? Se não, faço questão de apresentá-lo.
Este material é riquíssimo, traz informações atualizadas e baseadas na ciência brasileira e mundial. Ele orienta sobre a melhor forma de selecionar cada alimento, como higienizá-lo, prepará-lo e em quais porções consumi-lo. No entanto, sua proposta antecede essa data, pois os estudos começaram ainda na década de 1980 (em meados de 1985), quando a população carecia de oferta de alimentos em quantidade e qualidade suficientes para sua sobrevivência.
O recurso é amplamente usado nas universidades, especialmente nos cursos da área da saúde (nutrição, medicina, enfermagem, fisioterapia, psicologia e assistência social), que têm a missão de difundi-lo pelo país, contribuindo para a melhoria da alimentação da população.
O Guia Alimentar para a População Brasileira tem linguagem simples e de fácil compreensão, respeitando a sazonalidade, ou seja, a oferta de alimentos por região e na respectiva época de produção.
Acredito que essa foi uma aposta assertiva organizada pelo Ministério da Saúde. Desde sua publicação, o bem-estar de muitos brasileiros, em especial os de baixa renda, melhorou, graças a uma orientação eficiente e eficaz, capaz de ajudar no controle do peso e na prevenção da hipertensão, do diabetes e de doenças crônicas, que estão entre as principais causas de morte no país.
Que tal aprender um pouco mais? O material é gratuito, e tenho certeza de que você vai gostar. Basta acessar o link: Guia Alimentar para a População Brasileira e, claro, fazer uma boa leitura!